segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Manuel Sobrinho Simões um Senhor da Coisa

Por isso vale a pena ler o que pensa do SNS e de quem o administra, que são colegas seus, desde o mais leve posto de comando num CS, até ao topo da pirâmide, no Ministério.
E ai do anjinho, com ou sem asas que se atreva a contrariar um ou vários do grupo plenipotenciário!
O Governo tem muitas das características que lhe aponta (mais tarde vamos estar atentos a ver quem vai pagar esta entrevista), mas o principal defeito é seguir aquela velha máxima de «entregar a chave ao ladrão».
Aliás o actual Ministro da Saúde está a pagar a dívida que o Senhor de Telheiras lhe deixou. Ainda o deviam martirizar mais, porque falta-lhe um pouco de humildade franciscana, para reconhecer que não sabe tudo, e de saúde sabe muito pouco, o que o fragiliza e dependentiza dos obreiros do círculo viciado, onde o produtor (do conflito) é também o consumidor (dos bons resultados).
Mas um breve comentário certeiro ao que deixou por dizer, não retira o mérito da entrevista do DR Manuel Sobrinho Simões, em quem o HSJ muito investiu, para atingir o nível de competência que detém, dentro e fora do país, e que o beneficiário muito mereceu, pelo seu aproveitamento sinérgico.

Um homem desta craveira intelectual não pode deixar de ser lido, portanto, leiam-no com muita atenção, aqueles que não o leram no (i) de 2/8/2014:






Uma das características do novo-riquismo à portuguesa de que fala e com propriedade Sobrinho Simões é centrarem a assistência no médico, quando nem sequer é o mais responsável pelos CSP, nem o mais importante naquele ponto do Sistema.
Avençado ou convencionado, fora da proletarização que médico vê com reservas, embora seja da sua exclusiva responsabilidade, para ter direito a uma pensão de reforma, digna, como qualquer cidadão, mesmo dos que descontaram, uniformemente, a vida toda, para terem direito a essa pensão, seriam muito mais eficazes por duas ordens de razões:
1 - Não faziam esperar as pessoas quando têm patologia, pois até se atropelariam para não fazerem ninguém esperar por uma consulta, feita com maior atratividade e marketing;
2 - Não estavam a fazer que fazem no seguimento das doenças mais ou menos crónicas, nem na prevenção de doenças que feita por Médico é como que a negação de si para consigo, formado para as patologias.
Mas estas incoerências ninguém quer ver, nem corrigir, por causa do tal novo-riquismo e das birras do Sr. de Pombal, que tem a aparente ideia fixa (mas é só oportunista) de que são os Enfermeiros que querem ser Médicos, nos CSP!
Que Médicos?
Os da não doença?
Ou os da doença aguda e/ou crónica?
Tem muita razão o entrevistado, quando diz que se deviam fechar camas hospitalares (com todas as suas consequências na empregabilidade médica) e encher o território de pequenas unidades, com Enfermeiros, a cuidarem, sem ficções novo-riquistas, os problemas reais da continuidade de cuidados, desde a prevenção à cura e reinserção social.
Mas o Governo tem de garantir estabilidade, na venda da molécula, que não pode baixar de um certo nível, para poder garantir emprego a governantes desactivados, como aconteceu com o vendedor de plasmas da "octapharma", na Patagónia.
Aqui, já não é o novo-riquismo que funciona; é o compromisso da reciprocidade, que actua.

Com amizade,
José Azevedo

Sem comentários:

Enviar um comentário