sábado, 11 de abril de 2015

A NOSSA LEITURA PREVISÍVEL DE UM COMUNICADO DOS 2500 VERSUS 600

Aumento das Listas de Utentes e doentes sem Médico Família

09-04-2015
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COMUNICADO SIM
 Aumento das Listas de Utentes e doentes sem Médico Família
Realizou-se ontem uma reunião com os Sindicatos Médicos, convocada pelo Sr. SEAS Leal da Costa, para apresentação de uma proposta para o aumento voluntário das Listas de Utentes dos Médicos de Família mediante a atribuição de incentivos financeiros.
Não podendo deixar de manifestar a sua discordância perante a “maneira precipitada” como a matéria lhe foi exposta (a proposta, ainda que datada de 30 de Março, foi apenas recebida na véspera da reunião), o SIM desde logo considera positiva a apresentação de mecanismos tendentes a minorar o problema dos utentes sem médico de família, de adesão voluntária e mediante a atribuição de incentivos remuneratórios, devendo no entanto esta matéria ser alvo de um cuidadoso processo negocial.
Aceitando-se o carácter temporário e excepcional da medida, de aplicação dirigida a zonas geográficas devidamente identificadas em que a realidade e carência o justificassem, não pode no entanto e de modo algum o SIM aceitar que se pretendam criar listas de 2.500 utentes.
Tal situação poria indelevelmente em causa a qualidade dos actos médicos prestados, a essência da Especialidade de Medicina Geral e Familiar, e a acessibilidade dos doentes ao seu Médico de Família, constituindo uma mera manobra cosmética e mediática de solução do problema.
A posição de base do SIM, interessado que está em contribuir para a resolução do problema, é a de que se deverá aplicar como paradigma o conjunto das regras já em vigor para as USF modelo B, nomeadamente o critério da contabilização em Unidades Ponderadas (UP), estabelecendo-se desde já um máximo 2.358 Unidades Ponderadas a que equivalem em média 1.900 utentes, e procedendo-se a uma verificação anual desses quantitativos da Lista, como no próprio dia foi manifestado formalmente por ofício ao SEAS.
Seriam passiveis de aderir a este processo os médicos já providos na Carreira Médica com regimes horários que não os das 40 horas semanais e que legalmente são, nos termos dos Acordos Colectivos de Trabalho, responsáveis por listas de Utentes não superiores a 1.550 utentes.
Tão importante como esta medida agora apresentada será, a par da possibilidade de atribuição de incentivos por ocupação de vagas em zonas geográficas catalogadas como carenciadas, a rápida tramitação concursal com abertura de vagas nas zonas carenciadas e garantia da sua ocupação efectiva, e a colocação dos recém-especialistas em MGF num prazo máximo de 3 meses, pondo-se cobro às actuais esperas de largos meses.

É MESMO A TABELA MÉDICA APESAR DA PALAVRA MÉDICA ESTAR AUSENTE

RAZÕES NÃO FALTAM AOS ENFERMEIROS PARA ANDAREM DEVAGAR, DEVAGARINHO, ATÉ PARAREM
NB:
Reparem na estratégia:
1 - É preciso inventar um esquema para proporcionar mais umas quantas USF modelo B, das que dão cerca de 10.000€/mês a cada clínico geral para passar receitas e requisitar exames e enviar utentes para médicos especialistas, quando desconfiam de doença por perto;
2 - O Secretário de Estado Adjunto da Saúde, por acaso ou não, também médico, fingindo acreditar que há falta de médicos, nos CSP, começa a acenar-lhes com mais 600 utentes por médico;
3 - O da Ordem dos Médicos dá o sinal e o SIM, braço sindical da mesma, (uma espécie de dupla SEP-OE) é chamado para fingir negociar o que está a ser montado para o aumento de USF modelo B, que só de incentivos fixos dão 4370€/mensais a cada médico, mais os incentivos móveis, mais o vencimento base...;
4 - Da negociação(?) vai sair este resultado, como se depreende facilmente, pelo que está escrito, no comunicado e no ofício. É só esperar para ver.
5 - Para a leitura estar completa falta-me saber a posição da FNAM.

Não se esqueçam de comparar as nossas diligências para a guerra que vamos ter de travar, quer ao nível da dialéctica, quer ao nível da acção.

Estou a dirigir-me aos Enfermeiros, que conservam a dignidade profissional e pessoal e que não se escondem atrás de um comodismo feroz, que disfarçam com medo, que nunca tiveram.
É com esses que contamos para darmos a lição que estes espertalhões merecem e que não pode ser dada por outros.
É trabalho que temos de fazer por nós próprios.

Esta estratégia é a mesma do Enfermeiro de Família:
1- O Bastonário dos Médicos faz-se zangado e opositor a essa junção dos + 600;
2 - O Bastonário dos Enfermeiros ou não percebeu ou fingiu que não percebeu de que estava a subordinar ainda mais os Enfermeiros aos Médicos dos quais dependeria todo e qualquer passo dos ditos cujos Enfermeiros de Família;
3 - O bastonário da Ordem dos Médicos, de Coimbra, lança os foguetes e alegra-se: "finalmente, os médicos de família, já têm o seu enfermeiro de família pessoal..."
O que é isto?
Eu digo-vos, prezados Colegas; 
é o rastilho de que precisamos para incendiar farsas e farsantes...
Todo o mundo sabe que os CSP não têm lugar para dois licenciados; Enfermeiros e Médicos.
Todo o mundo sabe das vantagens de acabarem com o choradinho da falta de médicos de família e dos buracos que os seus limitados serviços vão abrindo;
Mas o Governo insiste em nos provocar, desprezando os nossos serviços, que manda pagar miseravelmente.
E não é por desconhecimento que fazem isto; é por desrespeito máximo pelo nosso trabalho e sua mais valia.
Só nos resta lutar, aderindo a 100% à greve que estamos a preparar. Pela aragem, já se vê, que mais uma vez, a 4ª, os aumentos salariais, disfarçados com + 2 ou 3% de "catecúmenos", nas consultas, são para Médicos.
Não estamos a ver outra forma de dizer o que queremos e merecemos, dado que a bem, a coisa não resulta.
O MODELO DE GREVE QUE ESTAMOS A CONSTRUIR ADAPTA-SE A TODOS E É EFICAZ 100%.
Colegas, leiam-nos e divulguem, pois é para vós que trabalhamos.
Acompanhem-nos, na visão de, pelo menos um palmo, acima do horizonte. Isto não são, somente, palavras; é a nossa táctica.

ASSIM COMEÇOU A PUBLICIDADE DO ACTO






VEJAM COMO UNS E OUTROS ENCENAM ESTAS COISAS.
MAS OS ENFERMEIROS NÃO SE DEVEM DEIXAR ENROLAR NESTES PAPEIS!
Com amizade,
José Azevedo

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