domingo, 24 de setembro de 2017

NOVAS GREVES DOS ENFERMEIROS, COISAS DO DIABO






AS ORDENS NA ORDEM E OS SINDICATOS NA DESORDEM

NB: O GOVERNO ESTÁ A COPIAR A LÓGICA DO INSIGNE "TINO DE RANS", QUE DIZ: {SE O MEU CHEFE DER UMA ORDEM E EU NÃO A CUMPRIR É LÓGICO QUE O MEU CHEFE NÃO MANDA NADA}.
SE EU GOVERNO DA REPÚBLICA, EMBORA PATRÃO DE MÉDICOS E ENFERMEIROS, ENTRE OUTROS TRABALHADORES, DECLARAR QUE A GREVE DOS ENFERMEIROS É IRREGULAR ELES NÃO PODEM USAR O DIREITO À GREVE. ÁH GRANDA PATRÃO!

SE O RELATÓRIO DE TANCOS QUE CAIU NAS MÃOS DO "EXPRESSO" E DEIXA A NÚ AS MISÉRIAS DOS (I)RRESPONSÁVEIS, PREJUDICA O BOM NOME FALIDO E SEM COBERTURA LÓGICA DESTES TIPOS, FOR DECLARADO CLANDESTINO E INVENÇÃO JORNALISTÍCA, O SEU EFEITO  PERVERSO NÃO EXISTE PORQUE NÃO VEIO DE ONDE VEIO, DECLARA SORRIDENTE A.COSTA, AO DECLARAR QUE A CULPA É DO PASSOS, SEMPRE ELE, A USAR COISAS QUE COSTA NÃO AUTORIZOU, POR NÃO TER O FAMIGERADO RELATÓRIO VINDO DE ONDE VEIO REALMENTE.
A LÓGICA DESTES RACIOCÍNIOS É "RANS" DO MAIS PURO. (José Azevedo)

ORDEM E DESORDEM<prima>

ENFERMEIROS ESPECIALISTAS - AO ATAQUE E NÓS COM ELES



ENFERMEIROS ESPECIALISTAS AO ATAQUE <prima>


PRESIDENTE DA REPÚBLICA AUSENTE E CALADO <prima>

LISTA CLASSIFICATIVA DAS PROFISSÕES - OIT


ENFERMAGEM GRUPO 4 <prima>


FACILITA PROCURA -páginas 111, 112, 142,  145,147, 210


sábado, 23 de setembro de 2017

O NEGOCIADOR FALHADO




APLICOU A MESMA ESTRATÉGIA DAS NEGOCIAÇÕES ENFERMEIRAS E A AGÊNCIA
FOI-SE


O KANGURU E A MINHOCA

SALTO DE KANGURU OU DE MINHOCA?

MINISTRO DA SAÚDE - O CANTO DO CISNE


DIZ A TRADIÇÃO QUE O CISNE ANTES DE MORRER CANTA

ENTREVISTA GRANDE OU EPITÁFIO    





TANTA SUPERIORIDADE INTELETUAL DESLUMBRA!

À MEDIDA QUE SE VÃO FUNCIONALIZANDO SOFREM DOS MALES DOS SIMPLES MORTAIS



SOFREM COMO OS SIMPLES MORTAIS<prima>

[ABENÇOADOS OS PUROS PORQUE SÓ ELES VERÃO DEUS}


ONDE É QUE ESTÃO OS ENFERMEIROS UNS CONTRA OS OUTROS?
ONDE É QUE ESTÃO OS MANIPULADORES À PROCURA DE PROTAGONISMO?
NA FENSE NINGUÉM MANIPULA NINGUÉM: SÓ SERVIMOS OS ENFERMEIROS E ATÉ DIVIDIMOS O PROTAGONISMO, COM OS DESERDADOS.
ANTES DE VIREM COM DISCURSOS ROTOS E ESFARRAPADOS DEVIAM PRIMENIRAMENTE QUEM CHEGOU DEPOIS E PRECISA DE DAR NAS VISTAS.
NÃO É O NOSSO CASO, POIS COMPLETAMOS 100 ANOS EM 2013.
POR ESTE ANDAR MORREM ANTES DE NASCER.

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ORA LEIAM:

{A FÚRIA DOS ENFERMEIROS
Á beira de um ataque de nervos, os enfermeiros estão sedentos de resoluções imediatas para as injustiças a que estão sujeitos há anos.
Se por um lado, se compreende a revolta e a necessidade de alterar a Carreira Especial de Enfermagem, publicada em 2009 por um governo PS, que nunca foi regulamentada e não serve, nem respeita uma profissão em si mesma penalizadora dos profissionais,
por outro o jogo manipulado dos lideres intervenientes com sede de protagonismo, com motivações ocultas e máquinas de poder que os comuns enfermeiros não presentem,
tem criado um clima de conflitualidade interna que só por si vai impedir qualquer solução de entendimento.
UNS ENFERMEIROS CONTRA OS OUTROS INTERESSA
A QUEM?
Aos enfermeiros e à  resolução dos seus problemas não é com certeza!
Se analisarmos com distanciamento vemos:
- uma frente sindical, decadente até há poucos meses, renasceu das cinzas apoiada, por vários meios, pela Ordem dos Enfermeiros e as forças partidárias atualmente na oposição,  apresenta uma proposta de ACT  que nas suas palavras é a solução para todos os males;
- outra frente sindical que sempre defendeu a eliminação da categoria de enfermeiros especialista tentou negociar com o Governo um subsidio para todos os especialista, independentemente de estarem a exercer na área de especialidade, numa lógica de "todos medíocres, todos iguais";
- uma instituição reguladora que tem uma agenda oculta e que, com os meios financeiros e de influencia politica que dispõe, incendeia a classe por via dos seus elos, coloca as duas frentes sindicais em confronto, participa e por ventura financia manifestações  e depois aparece publicamente como a apaziguadora e mediadora,
- o Governo com umas eleições à porta, considerando este cenário que tão bem conhece e domina, aguarda pacientemente que passe o dia 1 de outubro e que, com sorte, os enfermeiros que revelam já atitudes de descontrole emocional se degladiem uns com os outros e façam implodir este movimento reivindicativo.
Depois do que aconteceu ontem,
precisamos de serenidade, de ouvir com abertura as propostas dos vários potencias intervenientes, ponderar bem as ações futuras e deixarmos de nos atacar uns aos outros.
A solução para os problemas dos enfermeiros está dentro da profissão,
só precisamos da serenidade para a descortinar o caminho e com elevação lutar, com todas as nossas forças, pelo futuro que desejamos.
IMPORTANTE:
Só os sindicatos podem negociar carreira, ACT, condições de trabalho e remuneratórias.
Sem SINDICATOS fortes não há negociação!}

A FENSE NÃO PRECISA DE AJUDAS DESTAS, NEM, A NOSSO VER, A ENFERMAGEM, NO TODO OU EM PARTE. José Azevedo

QUEM ASSINOU E QUEM NÃO ASSINOU




NB: SE OS OUVIREM DIZER QUEM ASSINOU E QUEM NÃO ASSINOU, ANTES DE ABANDONAR A REUNIÃO QUE A ORDEM CONVOCOU, OS PRESENTES RECEBERAM UM PAPEL COMO ESTE.
AN VERDADE ACIMA DA MENTIRA, PORQUE É MAIS LEVA E VEM SEMPRE À TONA, COMO O AZEITE.
José Azevedo

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ESCLARECENDO O ESCLARECIMENTO>prima>

A FENSE NÃO RESPONDEU AO CONVITE, PORQUE SE ÍAMOS TER UMA REUNIÃO CONJUNTA EM 21, ADIADA PARA AS 18 HORAS A PEDIDO DO SEP;
SE EM 17 E 18 ESTAVAMOS A ANALISAR A SEMANA DE GREVE, NÃO TÍNHAMOS DISPONIBILIDADE, A MENOS QUE SEP VIESSE TER CONNOSCO À NOSSA SEDE ONDE NUNCA ENTROU, ENQUANTO TAL.
COMO PARA NÓS NÃO HÁ TAPETE PARA ESCONDER COISAS, PENSÁMOS QUE A REUNIÃO DE 21 RESPONDIA ÀS PRETENSÕES GERAIS DA CLASSE.
SE QUISESSEM ADERIR NÃO DISCUTIAM A VIRGULA MAS O CONVITE QUE FIZ AO PRESIDENTE DO sep, PARA ACRESCENTAR O QUE ENTENDESSE AO NOSSO PROJETO DE ACT, DESDE QUE SEJA PARA O MELHORAR. AGUARDAMOS RESPOSTA.
José Azevedo

Disse Guadalupe na despedida: [O SEP NÃO ABANDONOU A REUNIÃO!
A reunião chegou a um impasse.
A Ordem exigia que a CNESE (SEP e SERAM) assinasse um memorando de entendimento onde constava uma estrutura de carreira e grelhas salariais. Esta proposta apenas foi apresentada na reunião (poderia ter sido enviada previamente para que as direcções dos sindicatos pudessem decidir).
CNESE afirmou que, ATÉ FRUTO DA MOBILIZAÇÃO DOS COLEGAS na ultima semana, antecipou a discussão da futura carreira para o ultimo trimestre deste ano ao invés do que já tinha anunciado, o inicio de 2018.
Recordou ainda que fruto dessa mobilização dos colegas, nas reuniões negociais de 12 e 14 esta questão foi discutida com o Ministério da Saúde que assumiu o compromisso (explicito na proposta enviada a 18 de setembro) de rever/negociar a carreira em 2018.
A CNESE, como sempre, não apresenta nenhuma proposta de carreira sem a discutir com os enfermeiros. A carreira negociada em 2009 esteve em discussão pública durante dois anos (2003 e 2004) com dezenas reuniões, em todas as instituições e em todo o país. E não assina documentos sem que os órgãos próprios sejam auscultados e sobre eles decidam.
É assim a democracia. É por estes princípios que a CNESE (SEP e SERAM) e os seus dirigentes se regem e não abdicam!
Perante este impasse, a CNESE saiu da reunião não sem antes continuar a demonstrar toda a sua disponibilidade para reunir com a FENSE no sentido da convergência relativamente à discussão da futura carreira.
A CNESE afirmou também a sua disponibilidade para continuar a articular e convergir com a Ordem sobre as temáticas que são da sua esfera de competências.
Finalmente, fica mais claro, embora o tentem esconder, quais os objectivos e quem está por trás desta campanha anti-CNESE (SEP e SERAM).
O que não nos mata torna-nos mais fortes e por isso não desistiremos de lutar pela ENFERMAGEM E PELOS ENFERMEIROS.]

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

O ENCONTRO DOS DESENCONTROS NA OE



ENCONTRO DOS DESENCONTROS <prima>

BULLYING - AMEAÇA, PROVOCAÇÃO, SACANICE




Bullying é o padecimento atual dos Enfermeiros que fizeram greve.
Ora, o bullying é crime e mau:
Mau legítimo, quando o criminoso diz não concordar com a greve mas não ameaça com despedimento;
Mau ilegítimo, quando o criminoso diz "não concordo com a greve e ameaça de despedimento os grevistas".
Pelos pedidos de ajuda que nos chegam, são os maus: legítimo e ilegítmo que nos denunciam.
 Os Colegas amaeaçados só têm que nos fazer chegar à mão os nomes dos criminosos ameaçadores.
Dos dos Ministérios tratamos nós de os anotar.
Quanto aos que vos ameaçam, mandem para cá.
Sabem que os deuses estão connosco e esta conversa relata parte de outra conversa de um juiz do Supremo Tribunal de Justiça, à mesa de um café, a propósito das más assessorias dos ministérios e de que os Enfermeiros, em greve, serviram para ilustrar a teoria do Sr Juiz, ditada ao interlocutor.
E logo tinha de ser eu a ter ouvido esta magnifíca ilustração.
Sosseguem Colegas, que a lagoa vai secar.
Com aizade,
José Azevedo

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

ARREMESSO DE FALTAS INJUSTIFICADAS ÀS ENFERMEIRAS DOS AÇORES



Nos Açores, Ilha de S. Miguel, na Terceira, há um ataque propositado de faltas aos Enfermeiros aderentes à greve de 11 a 15 de Setembro.
Atendendo ao comportamento do SEP, nas zonas, onde é minoritário, no Continente, há quem pense que são favores que associados seus estão a fazer ao SEP, pressionando os Enfermeiros com ameaças de faltas injustificadas por terem cometido o “pecado” de aderirem a uma greve que não foi decretada pelo exclusivista sindicato dos Açores, na Profissão Enfermeira.
Estamos a tentar contatos com o Governo Regional dos Açores para tentarmos esclarecer esta pressão sobre cidadãos que apenas quiseram usar um direito que a Constituição da República lhes confere: o direito à greve.
Desde já sossegamos os Colegas que estão a ser vítimas destas pressões e tratados como crianças, de que tudo se vai resolver, começando por descobrir a filiação sindical dos promotores destas afrontas e de quem os comanda.
Com amizade,

José Azevedo

ESTE GAJO NÃO É ENFERMEIRO

CONVIDAMOS OS COLEGAS A LEREM ISTO.
COMO SE TRATA DE ALGUÉM QUE TENTA DIVIDIR OS ENFERMEIROS COM MOVIMENTOS DIVISIONISTAS, QUAL DESCOBERTA DE ÚLTIMA HORA, PARA TENTAR DISTRAIR-NOS.
HÁ UMA DISCIPLINA QUE É A "HERMENÊUTICA", QUE VAI SERVIR PARA VOS ENSINAR ALGUNS CONHECIMENTOS QUE PERMITEM TRAÇAR AS LINHAS DE FORÇA DE UM TEXTO, PARA LHE EXTRAIR  AS VERDADEIRAS INTENÇÕES, QUE NÃO PODEM SER ESCONDIDAS.

Por exemplo:
"Foi criada uma plataforma .... diz o suposto Agostinho, aos supostos Maniqueus"
Por que, somente, agora, que os Enfermeiros demonstram uma união consciente e inabalável é que aparece um gajo, com gostos esquisitos a lançar a confusão?
Tentem encontrar umas quantas respostas e conseguirão descobrir, com uma pequena margem de erro, o idiota disponível, para brincar com coisas sérias.
Porquê, agora?
Deliciem-se com esta pequena obra de arte bacoca; leiam,

[O que eu gostaria que acontecesse nos próximos dias:
Foi criada a Plataforma dos Sindicatos de Enfermagem, que substituiu a FENSE e CNESE nas negociações com o Governo. A Plataforma passou a ter um órgão de comunicação com um “porta voz” para a comunicação social, não sendo (necessariamente) nenhum dos presidentes dos sindicatos.
A Ordem dos Enfermeiros dinamizou a criação desta plataforma e assumiu um papel de moderador entre a FENSE e a CNESE no sentido de encontrar convergências entre as duas propostas. Este papel da Ordem passou a ser de conhecimento interno, longe dos “holofotes” dos órgãos da comunicação social. A Ordem deixou de intervir publicamente nas questões sindicais.
A Plataforma dos Sindicatos de Enfermagem encontrou convergências e define que a proposta a apresentar é devidamente fundamentada e enquadrada com as últimas alterações de carreiras especiais do setor da saúde (abandonando a política já desgastada de pedir muito para ter o que quer). Apresentou uma proposta única ao governo que incluí duas fases.
Primeira Fase
Por se entender que não existe tempo para apresentar uma proposta de carreira final e única que contemple o interesse de todos os enfermeiros com impacto já no próximo Orçamento de Estado, a primeira fase da proposta inclui:
- Abertura imediata dos concursos de admissões de enfermeiros para reforço das equipas;
- Autorização para a celebração de contratos de substituição para lugares vagos, imediatamente após a saída de enfermeiros que passem a ocupar lugares noutras instituições.
- Reposição integral do valor das horas de qualidade/incómodas em Janeiro de 2018.
- Alterações aos atuais instrumentos legais da carreira que permitam, a título transitório e com efeitos a 1 de Janeiro de 2018:
- Alteração da grelha salarial, que passa a iniciar na posição 23 (1613€), podendo manter as restantes posições da grelha. Os enfermeiros são posicionados por tempo de serviço (é definido para tal um tempo médio de permanência em cada posição com base noutras carreiras especiais [4 a 5 anos?]) nas várias posições da grelha atual (as posições 15 e 19 desaparecem) e em contrapartida deixa de ser aplicada a pontuação acumulada para progressão no período de congelamento das carreiras (desta forma adequava-se o vencimento de cada enfermeiro ao seu tempo de serviço, corrigindo problemas do passado);
- Definição da percentagens de enfermeiros especialistas a existirem na Administração Pública em termos globais, sendo depois distribuídas equitativamente pelas instituições com base nos rácios a indicar pela Ordem dos Enfermeiros;
- Abertura de procedimentos internos nas instituições para ocupação transitória destes lugares de especialistas, até à introdução da categoria de especialista;
- Alteração de 2 posições remuneratórias da atual grelha (aprox. 400€) enquanto se ocupar o lugar de especialista e após aplicação reposicionamento na grelha com base no tempo de serviço;
- Atualização do valor atribuído a funções de direção e chefia para 500 e 400€ respetivamente;
- Análise particular do impacto destas medidas nos detentores das categorias subsistentes no sentido de não saírem prejudicados nem beneficiados relativamente aos demais enfermeiros;
- Não abertura de concursos para a categoria de Enfermeiro Principal;
- Suspensão do SIADAP até entrada em vigor de uma nova carreira.
- ACT (transitório) para CIT’s que contemple todos os direitos obtidos para os CTFP, nomeadamente as 35 horas semanais, progressões; horas de qualidade/incómodas e extras; assim como todas as valorizações salariais.
Segunda Fase
A segunda fase da proposta contempla a elaboração de “dois” instrumentos distintos: um conjunto de diplomas legais para CTFP (Carreira Especial de Enfermagem); um Acordo Coletivo de Trabalho a aplicar a todos os CIT de EPE e PPP, independentemente da filiação, ou não, sindical e que garanta a aplicação dos mesmos direitos obtidos para os CTFP, considerando na globalidade os seguintes aspetos:
- Seria assumido entre as partes que o conjunto de instrumentos ficaria concluído no primeiro trimestre de 2018 e incluiria:
- Definição de uma nova carreira de enfermagem, construída de raiz e que contemple contributos válidos dados pelo enfermeiros, nomeadamente ao nível das categorias;
- Redefinição da Direção de Enfermagem (a alteração da antiga denominação Comissão de Enfermagem e o seu funcionamento trouxe vantagem ou gerou mais confusão?);
- Redefinição do SIADAP aplicado aos enfermeiros com base na nova realidade da carreira;
- Inclusão dos enfermeiros em direção e chefia num SIADAP 2 adaptado (hoje estão no SIADAP 3 e entendo que esta alteração daria outro “peso” à hierarquia de enfermagem na gestão da Administração Pública);
- Replicação da generalidade destes diplomas no ACT de forma a garantir que não existem diferenças significativas entre os profissionais de enfermagem na Administração Pública.
- Após a conclusão deste instrumentos, estes ficam em “discussão pública, restrita aos profissionais de enfermagem, para efeitos de pronúncia e outros contributos, durante 30 dias.
- Divulgação aos enfermeiros da versão final do conjunto de instrumentos.
- Início das negociações com o Governo no final do 1 semestre de 2018, de forma a garantir a conclusão das negociações a tempo da elaboração do Orçamento de Estado de 2019.
- Divulgação aos enfermeiros da evolução negocial após cada reunião, pelo órgão de comunicação da Plataforma.
- Entrada em vigor da nova Carreira Especial de Enfermagem e ACT equivalente em Janeiro de 2019, já com todos os instrumentos legais publicados, seguido da abertura de concursos para categorias dependentes destes.
- Transição dos especialistas para os lugares ocupados no concurso e na respetiva posição salarial, ou regresso à posição de origem (sem as 2 posições atribuídas transitoriamente) para as restantes situações.
Comentem, critiquem (construtivamente) ou complementem!] Espetáculo!...

Na próxima pergunta, vão entender melhor este letrado, que tenta fazer dos Enfermeiros parvos. Nem se deu conta de que eles são maiores do que ele pensa.
Vamo-nos divertir um pouco com o inteligente.
Com amizade e atenção,
José Azevedo

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

NOTÍCIAS i e CM


 NB: eu disse 87% e não 97% (José Azevedo)


AS NOSSAS CONDIÇÕES DE UNIÃO




ENFERMEIROS, QUEM OS DIVIDE E QUEM OS UNE
Quando, em 2009 Manuel Pizarro se gabou de, já ter comido os Enfermeiros, numa reunião da Distrital do PS Porto e teve de suportar a ira dos Enfermeiros do grupo;
Quando Ana Jorge, Ministra da saúde, de que aquele era Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, se gabava de não ter de pagar diferentemente aos especialistas porque eles trabalhavam de graça, para não perderem o treino;
Quando a nossa assinatura,  num documento foi feita para negociações conjuntas dos 4 Sindicatos, negociações que nunca existiram e os negociadores passaram a ser somente dois de 2009 até hoje, funcionando a UNICIDADE SINDICAL ENFERMEIRA, para o Ministério da Saúde, não obstante as centenas de ofícios da FENSE a requerer o mesmo direito negocial;
Quando esse método foi enganando os Enfermeiros com negociações a longo prazo, ninguém falava em divisão da Classe e ninguém clamava pela união da Classe.
SEP e Ordem dos Enfermeiros formavam um todo homogéneo, porque a que criou um bastonava a outra. Foi uma época negra para a Enfermagem, onde se cometeram os maiores erros travões da dinâmica anterior a essas potencialidades.
Hoje, a FENSE (SE e SIPE) exige o mesmo direito negocial que a CNSE (SEP e SERAM).
Ora, isto não é dividir os Enfermeiros, porque a Ordem é única, mas os Sindicatos, já vão na meia dúzia com tendência para aumentar. (Ver a decadência sindical francesa com o eclodir dos “champignons”).
A propósito da divisão dos Enfermeiros, quem os divide é quem não se quer misturar, porque se se misturasse ficava igual aos iguais. Todavia, apostam em ser diferentes.
Por exemplo: as tendências sindicais dos Médicos são simétricas às dos Enfermeiros, mais ou menos; apesar disso, têm uma só mesa negocial e, já celebraram 2 ACT, segundo o Dr. Pedro Alexandre, da ACSS;
Os Enfermeiros, divididos propositada e necessariamente, estagnaram, desde 2005, até 2009 e, desde 2009, até hoje, continuaram estagnados. A ideia era essa!
Em 24 de Julho, como provam as atas, andou a FENSE enrolada numa Comissão Técnica criada, na ACSS, para o efeito.
Em 16 de Agosto entregou a FENSE um projeto de ACT, ao Sr. Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Saúde, que garantiu, sob palavra de honra, em resposta a uma pergunta nossa, que, até à data (16/08/2017) a outra frente Sindical CNESE, não estava a negociar nada nem tinha conhecimento de qualquer projeto negocial da CNESE.
Mas, em 1/08/2017 a CNESE, mesmo sem projeto negocial à vista, já tinha de reserva uma data (12/09/2017), para o que desse e viesse. E vieram os 5 dias de greve da FENSE (11 a 15/09/2017).
A Enfermagem é um Corpo Especial da Função Pública, como Especial é a sua Carreira.
Os nossos Colegas da CNESE têm estado a negociar as sortes das Carreiras de Regime Geral de que a Enfermagem está arredada, obviamente, por isso, não eram conhecidas as suas propostas, no Ministério da Saúde e o Sr. Chefe de Gabinete do SES não mentiu, portanto.
Perante o apoio dos Enfermeiros, à proposta de ACT da FENSE, durante a greve e durante a Manifestação, em Lisboa, curiosamente encolhida e quase reduzida aos Enfermeiros, que de todo o país, em carro próprio, de comboio e, somente, os 50 autocarros, por nós disponibilizados, transportaram 2500 Enfermeiros, apesar de ser vista por “especialistas em contagem”, com os binóculos virados ao contrário, diminuindo em vez de aumentar o número dos manifestantes, temos um compromisso solene perante eles, que vamos cumprir levando, até ao fim, a nossa proposta.
Ao contrário do que nos diziam os Colegas da CNESE, ao não quererem a mesa negocial comum, na nossa mesa há lugar para mais um, desde que adira à nossa proposta de ACT; venha vestido de Egas Moniz e sem a mania da grandeza. Estas são condições essenciais.
Se não aderir à nossa proposta terá de haver duas negociações, pois não há UNICIDADE SINDICAL EM PORTUGAL.
E pelas provas públicas se pode ver que, se algum dia o SEP foi maioritário, sem a Ordem acoplada, há muito que deixou de o ser. A rua está livre para a demonstração.
Não há bem que não se acabe, nem mal que dure para sempre”, diz o Povo.
Há um convite da Ordem dos Enfermeiros para reunir esta duas frentes sindicais, no próximo dia 21.
As nossas regras estão esboçadas acima, pois estão caucionadas pelo apoio inequívoco dos Enfermeiros.
Pela FENSE
José Azevedo e Fernando 

VÍDEO ACERCA DA REUNIÃO COM O GOVERNO 19.09.2017



VIDEO REUNIÃO 19.09.2017 <prima>

terça-feira, 19 de setembro de 2017

ADALBERTO NO PARLAMENTO



ADALBERTO NO PARLAMENTO <prima>

APROVADO POR UNANIMIDADE <prima>

PROPOSTA NEGOCIAL; DIZEM



PROPOSTA NEGOCIAL <prima>


É óbvio que não nos parece válido a gorjeta dos 150€ para especialistas;
Queremos negociar a carreira já, pois é esta a mensagem dos Enfermeiros que nos apoiam.
Mas vamos reunir e amanhã, veremos como agir.
José Azevedo e Fernando Correia

A NOSSA RESPOSTA EM 20.09.2017<PRIMA>

DO QUE OS NOSSOS COLEGAS DO LADO SÃO CAPAZES



Assunto: Usurpação de Funções
Importância: Alta

Boa tarde

Exmos Senhores,

Serve o presente para solicitar informação perante uma situação que
aconteceu na USF Leça da Unidade Local de Saúde de Matosinhos, em que as
Enfermeiras estiveram de greve os cinco dias:

- As consultas de equipa de Saúde Infantil e Juvenil, Saúde Materna e
Planeamento Familiar foram realizadas pelas médicas da Unidade, executaram
as nossas funções dentro destas consultas (excepto vacinação);

- Foram realizados "pensos" pelas médicas, segundo informação dos utentes.

Como Enfermeiras sentimos que houve usurpação das nossas funções, por este
motivo solicitamos aconselhamento perante vossas excelências.

Desde já gratas pela vossa atenção.

Com os melhores cumprimentos,

A RESPOSTA ADEQUADA


Prezada Colega,
Este assunto é da responsabilidade direta das Ordens.
Mas podem também fazer consultas sem irem à médica, para ela saber o que é sabotar greves - "FURA greves".
A greve dos Médicos está em fermentação. Vai ser possível pagar com a mesma moeda.
Com amizade,
José Azevedo

ORDINARICE MISERÁVEL DUMA SUPERVISORA FRUSTRADA


ORDINARICE MISERÁVEL DUMA SUPERVISORA FRUSTRADA
Venho por este meio relatar o que se passou no Centro Hospitalar do Barreiro Montijo, EPE - Hospital Nossa Senhora do Rosário, no dia 8 de Setembro de 2017.
Esse dia foi quando iniciei funções após o meu periodo de férias, entretanto, no meu turno da manhã, eu e uma colega da cirurgia cruzamo-nos com a Sr.ª Enf.ª Supervisora Helena Almeida que estava a dizer a duas colegas do Bloco Operatório que a greve era ilegal e que os recursos humanos não iriam justificar as faltas dos enfermeiros. Neste contexto perguntei à Sr.ª Enf.ª se podia falar e ajudar a esclarecer os colegas (levava pré avisos de greve na mão), quando esta a gritar me disse que não podia falar, que a greve era ilegal e que ninguém iria justificar faltas aos enfermeiros.  
Nesse dia recebo inúmeras queixas dos colegas, nomeadamente dos serviços de cirurgia, medicina e consultas externas, a dizer que tinha havido imposição do medo por parte da Sr.ª Enfª nos serviços e tinha sido solicitado que se retirasse os pré avisos de greve dos locais que estavam afixados. 
Considero importante relatar este episódio, como Delegada Sindical, tive alguma dificldade em esclarecer os  colegas de toda a informação sobre a greve, devido à instalação do medo na instituição. 

Com os melhores cumprimentos

Sócia nº 15873
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Carta aberta CIT's Hospital de Braga



Braga, 18 de Setembro 2017

Face ao actual momento que a Enfermagem nacional atravessa, nomeadamente no que concerne à negociação de uma nova carreira de Enfermagem, o grupo doravante designado por CIT’s do Hospital de Braga resolveu redigir e enviar esta mensagem aos seguintes destinatários:

- Ordem dos Enfermeiros (OE);

- Sindicato dos Enfermeiros (SE, na condição de parceiro da FENSE);

- Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP, na condição de parceiro da CNESE).


Aquilo que nos move é a defesa e promoção da nossa posição enquanto enfermeiros que, apesar de contratualmente vinculados a uma entidade privada, a Escala Braga, Sociedade Gestora, pertença do Grupo José de Mello Saúde, presta um serviço público englobado na carteira assistencial do Serviço Nacional de Saúde (SNS).


Nesse sentido, continuamos profundamente preocupados com a manutenção da nossa situação no actual panorama da Enfermagem em Portugal. A título de exemplo, a última actualização salarial pela qual todos os enfermeiros passariam a auferir 1201€ ainda não se encontra em vigor na nossa instituição, sendo que muitos enfermeiros com contrato individual de trabalho sem termo auferem montantes inferiores (independentemente de falarmos em salário base ou de salário base mais a componente do prémio de assiduidade). Tememos, portanto, que futuras actualizações salariais e/ou diminuição da carga horária semanal das 40 horas para as 35 horas não nos sejam aplicadas, com grave prejuízo para o princípio da igualdade e da qualidade de cuidados prestados.


Assim, o que pretendemos é que uma futura negociação de um Acordo Colectivo de Trabalho e/ou Carreira de Enfermagem se aplique, sem margem para dúvidas, à nossa instituição e restantes parcerias em saúde, no mesmo período temporal da sua aplicação às unidades do sector público do Estado (sejam hospitais EPE ou SA) que constituem o SNS. Notamos que a recente carreira dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica (TDT) se aplica, segundo a legislação aprovada, a todos os colaboradores das parcerias em saúde, ficando sem perceber o porquê de uma futura iniciativa legislativa poder não se aplicar aos profissionais de Enfermagem. Relembramos ainda que, dada a proximidade da abertura de um novo concurso para a gestão clínica da nossa unidade de saúde, será fundamental precaver os nossos direitos numa futura negociação entre o Estado Português e os possíveis interessados.


Concluímos, relembrando que se “juntos somos mais fortes”, conseguimos mais força quantos mais enfermeiros estiverem abrangidos pelas presentes ou futuras negociações.


Sabemos que podemos contar com uma resposta afirmativa da vossa estrutura.


Gratos pela disponibilidade,

CIT’s Hospital de Braga

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

AGRADECIMENTO ALARGADO

VÍDEO - NO RESCALDO <prima>

AGRADECIMENTO ALARGADO<prima>

E A ORDEM DOS MÉDICOS FALOU




E A OM FALOU!<prima>

Mas esqueceu-se de dizer que foi a partir do crescendo dos Médicos nos Centros de decisão que os Enfermeiros começaram a ser escorraçados ou substituídos por excelsos I.U.
E Médico não consegue entender, por falta de programa instalado, que os Enfermeiros têm uma pequena parcela do seu tempo, na qual dialogam com os Médicos. Depois têm o tempo todo para cuidarem dos doentes e da criação de ambiente, exclusivamente enfermeiro, para os tratarem convenientemente, com métodos próprios e exclusivos; enfermeiros.
Destruindo a estrutura organizativa dos Enfermeiros, por falta do tal programa, não entendem que também o seu serviço de Médicos passa a funcionar mal.
Como se este mal não bastasse, de tão grande que é, ainda criaram uma cortina de intocabilidade que quem a tocar corre o risco de morrer eletrocutado.

[A situação atual reclama serenidade e ação, capacidade de resposta para os doentes urgentes. (...) Neste momento, especialmente complexo, a Ordem dos Médicos recomenda ao Ministério da Saúde uma gestão baseada na firmeza, justiça, reconhecimento do valor dos profissionais", lê-se no comunicado.]

Ora, se comparar situações é fazer "bodes expiatórios de arremesso"; convém não misturar o papel de um bom Médico se transformar num mau Administrador. É destas más administrações médicas, sobretudo, que os Enfermeiros se queixam e delas são vítimas.
As causas destas coisas não têm nem a cobertura descabida da Ordem dos Médicos, porque não são Médicos que estão a servir de bode expiatório, mas administradores medíocres, habilitados em Administração com cursilhos de 20 dias, ministrados por bancários aposentados.
A administração deixa de interessar estes "administradores", quando os problemas dos Médicos estão resolvidos.
Por isso, se há, aqui, "bodes expiatórios", é porque se põem a jeito, para serem exorcizados e irem morrer longe, no deserto. (José Azevedo)

ADALBERTO CAMPOS - MS - E AS GREVES POLÍTICAS




NB:
SE HÁ POLITIZAÇÃO NISTO É, MAIS UMA VEZ, DO (PS), POIS FOI COM SÓCRATES EM 2005, QUE FORAM OS ENFERMEIROS CONGELADOS COM UM ACT NEGOCIADO DEIXADO POR PEDROSO LIMA - SANTANA lOPES - 25 JANEIRO 2005.
EM 2009, MAIS UMA VEZ, SÓCRATES, COM MANUEL PIZARRO E ANA JORGE, NO MS, DESTRUIRAM A CARREIRA DE ENFERMAGEM, TRANSFORMANDO OS ENFERMEIROS (GOLAS BRANCAS), EM GOLAS AZUIS, DA FERRUGEM.
SE HÁ POLITIZAÇÃO ELA É TODINHA PS, QUE TRATA OS ENFERMEIROS COMO LACAIOS, DE 3ª CLASSE, QUE JÁ NEM OS COMBOIOS TÊM.(José Azevedo)

domingo, 17 de setembro de 2017



BEM VISTO <prima>

FMI QUER +ENFERMEIROS E MENOS MÉDICOS NO SNS


FMI QUER + ENFºS E MENOS MÉDICOS NO SNS<prima>

REUNIÕES SINDICAIS CONVOCADAS PELA OM



REUNIÕES SINDICAIS EM TODO O PAÍS <prima>

AS MALEITAS DO SNS <prima>

FENSE NA SIC E SEP NA TVI 15 SETEMBRO



FENSE NA SIC <PRIMA>


SEP NA TVI <prima>

A BRINCAR SE DIZEM AS VERDADES



BRINCANDO SE DIZEM AS VERDADES <prima>


O NOSSO MUITO OBRIGADO SINCERO, AO GRUPO DE ATORES,  PELA CLAREZA E JUSTEZA DA PEÇA

(José Azevedo)

PROPOSTA DE COSTA AOS ENFS - VER PARA CRER



NB: É ASSIM <PRIMA>



O Primeiro Ministro limita-se a evidenciar o óbvio, que nos mantém em luta.
Não obstante; na 2ª só cai quem quer.(José Azevedo).

sábado, 16 de setembro de 2017

MANIF 15-09-2017 COMO FOI VISTA


OS esCRAVOS
Sinceramente ontem adormeci, ou melhor, nem sei se foi ontem ou se já foi hoje. Já nem me recordo se me despi ou se me deitei com a minha t-shirt do BASTA, pois hoje acordei e esta palavra tão forte estava gravada no meu peito.
BASTA, BASTA, mas BASTA mesmo, de perpetuar esta injustiça, esta desigualdade, esta assimetria profissional.
Pensei, sonhei que depois de ter vivido o que vivi, acordaria finalmente agarrado a um ACT e que seria o meu livro de mesinha de cabeceira, aquele que responderia ao que foram as nossas formas de luta ao logo de todo este tempo.
Não aconteceu, mas está entregue. Agora nem tudo depende de nós, mas tudo o que foi construído para que alcançássemos este momento (e que momento) dependeu e muito de muitas pessoas, arriscaria dizer, da maioria dos ENFERMEIROS, aqueles que se revêm na luta pelas suas justas e merecidas reivindicações.
O processo foi longo, os obstáculos imensuráveis e a dureza das conquistas foi imensa que nem importa recordar, porque eram perfeitamente evitáveis.
Nem todos os apelos que foram lançados, nem todos os convites à união foram recebidos ou foram desconsiderados por quem distraidamente se alheou dos reais problemas dos ENFERMEIROS e do que foi a sua voz de chamamento.
Hoje estão TODOS de parabéns, aqueles, que esforçadamente contribuíram para que todas estas iniciativas decorressem sem mácula e de uma mobilização coletiva sem precedentes, quer qualitativamente, quer quantitativamente.
Reconheço que foram TODOS e porque o FORAM, naquilo que são as suas capacidades e competências, porque para um enfermeiro poder dar corpo a uma manifestação, outro, terá de o substituir no seu local de trabalho. Neste espírito coletivo de união, existiram apenas pequenas manobras de distração que encomendada ou intencionalmente se abateram sobre nós, mas que tiveram o efeito contrário do possivelmente desejado.
Aquilo que retenho e que me preenche a alma está nesta fotografia de uma colega e que demonstra a serenidade, o dever, a beleza e uma simplicidade que traduz o que foram dias e dias de lutas difíceis, de noites sem dormir, de custo individuais assinaláveis, mas que refletem que chegamos ali e que ali está uma parte de nós.
É naquele cravo branco caído, já murcho, amassado, partido, desidratado, a perder a cor, que está representada a força com que o apertamos e o elevamos mais alto gritando cansadamente desesperados por justiça e dignidade.
Apenas isso, apenas estas duas palavras que nos fizeram elevar bem alto os braços, a voz e que depois caíram num pedaço de calçada, que será pontapeado ou colocado no lixo, porque é este inevitavelmente o destino de uma flor tão bonita.
E nós ENFERMEIROS? Continuaremos a ser assim e será este o nosso fim?
Não tenho uma resposta clara, mas a beleza dos cravos também a temos, também pretendemos que nos agarrem, acariciem e admirem, também queremos ser elevados bem alto, mas queremos ficar nas mãos das pessoas, aquelas que estão connosco e que compreendem aquilo que fazemos e somos neste Serviço Nacional de Saúde.
Não pretendemos cair tão rapidamente, nem ser novamente abandonados no chão de onde nos levantamos. Nós temos muita vida, uma vida NOSSA e muitas outras para ajudar a construir. Não vamos desistir.
Não ficaria bem comigo mesmo se não escrevesse isto e confesso que era minha intenção descansar esta semana, nem que tivesse de olhar constantemente para esta fotografia, mas por vezes a injustiça é de tal forma ENORME que me incomoda e permitam-me que discorde das críticas que foram efetuadas a um colega nosso, a um dos NOSSOS representantes e que apesar de sermos livres de escrever e\ou dizer o que pensamos, não deixa de magoar, ler determinadas coisas, quando o cansaço de uma semana linda, intensa, magnifica, maravilhosa da enfermagem, onde o NOSSO coração ficou recheado do verdadeiro sentimento do que é ser enfermeiro, ainda não tinha ainda sido debelado e já muita energia estava a ser canalizada para criticar o Presidente do Sindicato dos Enfermeiros e outros, no final de um dia sem memória.
Porquê, mas porquê? Podemos até discordar de algumas ideias, de algumas propostas, disto ou daquilo, mas este colega, esteve CONNOSCO na marcha, na manifestação, com a sua bandeira e com a sua t-shirt do Basta. Esteve presente, no seu anonimato e na sua linda tenra idade, caminhou ao NOSSO lado.
Podemos discordar da cor do seu cabelo ou da gravata que habitualmente não usa, mas não podemos ignorar que estamos a lutar por um Acordo Coletivo de Trabalho que a equipa dele trabalhosamente construiu e que pelo qual desde 2009 lutam, por ser a forma mais clara, objetiva e segura de conseguirmos uma profissão de respeito e respeitada.
Gritamos tanto pela palavra RESPEITO, e ainda não tínhamos visto as fotografias todas destes momentos, este já estava a ser violado.
Os meus pais sempre me ensinaram a respeitar os mais velhos e pelo menos a ouvi-los naquilo que foram as suas experiências de vida, pois nos fornecerão pistas importantes para enfrentar as dificuldades da vida. Posso até discordar, mas nunca desrespeitar.
Que fique claro, que estes cravos caíram ali, muito pela sua intervenção, pelo espírito de luta da sua equipa e pela sua incansável determinação na defesa da profissão e no devolver a esta o que entretanto perdeu.
É muito ingrato, pelo menos, senti isso, pois foram palavras do colega José Azevedo, no final da Enorme Manifestação dos ENFERMEIROS do dia 11 no Porto, que tudo faria para mobilizar as pessoas para a Manifestação de Enfermeiros em Lisboa no dia 15 de Setembro e que tudo faria para disponibilizar o transporte a quem quisesse e pudesse ir.
Tanto o fez, como também esteve presente, quando poderia estar no recato do seu sofá, mas não, não o fez por protagonismo, ou por uma carreira melhor para ele. Fe-lo por NÓS e pela NOSSA profissão.
Também referiu bem alto, que não deveríamos ter medo, que ele estaria a ali para nos defender das ameaças e das injustiças e que nos agradecia imenso o sentimento de carinho e apoio que estava a receber.
Com ele imensas pessoas trabalharam neste sentido, muitas até completamente anónimas, mas que se empenharam numa causa e se desdobraram em trabalho para que o objetivo fosse cumprido, numa articulação de esforços, entre diferentes estruturas, para que o resultado fosse este.
Queria deixar o reconhecimento e o agradecimento especial a TODOS sem exceção, mas em particular aos colegas da FENSE, os quais acompanhei de perto o seu trabalho, esforço e dedicação que canalizaram para que o NOSSO coração ficasse recheado de emoção. Para eles, os votos de que essas ausências familiares se traduzam num futuro melhor para todos.
A todos os colegas que não pertencendo diretamente à FENSE, mas que acreditam nas suas propostas e que levaram a cabo várias iniciativas que deram um brilho especial a esta semana, como foram as Manifestações do dia 11/09 e que articuladas com a FENSE desenvolveram um trabalho EXCECIONAL.
A todos os colegas que ao longo da semana organizaram múltiplos eventos em todo país, ao reconhecimento do espírito de iniciativa, criatividade e mobilização.
Aos colegas que passaram a nossa mensagem para o exterior através dos meios de comunicação social, e dos quais me orgulho tanto, e dos quais sinto que existe mesmo muito potencial na NOSSA profissão, mas que não querem reconhecer.
Aos colegas que de uma forma ou de outra divulgaram a mensagem, que enviaram mensagens de apoio de vários locais do mundo, de diferentes unidades de saúde, de vários serviços, de diferentes categorias, um enorme agradecimento.
Aos diferentes Movimentos Espontâneos, com especial destaque para os EESMO que têm demonstrado uma enorme determinação, união e espirito de colaboração e articulação com a FENSE, do qual nos deveremos sempre orgulhar e recordar o que foi o seu desenvolvimento.
À Ordem dos Enfermeiros que nunca nos abandonou e que esteve sempre presente.
A todos aqueles que asseguraram os cuidados mínimos.
A todos aqueles que respeitaram a opção dos não grevistas.
A todos aqueles que sentiram a ENFERMAGEM como a única coisa que nos move.
A todos sem exceção o muito OBRIGADO.
Os cravos ficaram lá, mas nós voltamos e voltamos mais fortes. Teremos de continuar firmes e não cair em precipitações.
Saber distinguir o que é ironia, humor, assuntos sérios, mas saber retirar o que de melhor há em cada um de nós, porque temos muito de bom e isso é o que importa.
O desafio passa por valorizar esses aspetos positivos e ignorar o que existe de negativo, porque este é e sempre será menor e menos significativo.
Que a beleza desta e tantas outras fotografias nos traga a paz tão desejada.
PELA ENFERMAGEM continuaremos todos juntos rumo ao tão desejado e merecido ACT.
JN :


PÚBLICO



CM






DN




jornal( i )