sexta-feira, 30 de junho de 2017

AS AMEAÇAS FICTÍAS DO MINISTRO DA SAÚDE



Ministro da Saúde avisa enfermeiros para “consequências disciplinares” na greve de zelo

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, assinalou esta manhã que os enfermeiros que deixem de prestar tarefas nos blocos de parto e centros de saúde enfrentam “aspectos de natureza ética e disciplinar”. E critica a Ordem dos Enfermeiros por lhe “encostar uma faca”.
Ministro da Saúde avisa enfermeiros para “consequências disciplinares” na greve de zelo
João Cortesão
     
Bruno Simões 30 de junho de 2017 às 14:25
A greve de zelo dos enfermeiros, que a partir desta segunda-feira se deverá materializar na recusa em prestar serviços em maternidades e centro de saúdes, recebeu fortes críticas do ministro da Saúde. Depois de, esta quinta-feira, ter pedido à Procuradoria-Geral da República um parecer sobre o assunto, Adalberto Campos Fernandes disse esta manhã que os enfermeiros que alinharem neste protesto enfrentam consequências a nível ético e disciplinar.

À margem da apresentação das 58 medidas do Parlamento da Saúde, o ministro, que se manifestou convicto de que "não vai acontecer nada", sublinhou que quem alinhar no protesto enfrenta "aspectos de natureza ética e de natureza disciplinar". "As questões de regulação ética e disciplinar estão bem definidas na lei. Se houvesse situações limite, há outro tipo de consequências", acrescentou o ministro.

Adalberto Campos Fernandes critica a intervenção da Ordem dos Enfermeiros, que, no seu entender, não tem qualquer competência na negociação em curso, que passa pelo reconhecimento (com tradução remuneratória) dos enfermeiros especialistas.

"O Governo tem estado a trabalhar com os sindicatos, que são as entidades que estão constituídas como tendo poder para o fazer, no reconhecimento da necessidade de distinguir de maneira diferente os enfermeiros especialistas dos não especialistas". Este é um "processo que se arrasta há mais de 10 anos" e que "tem o seu tempo e terá a sua acomodação orçamental em 2018".

Uma "faca no pescoço"

"Outra coisa é de uma forma intempestiva, unilateral, entidades que não têm sequer poder de representação nas questões remuneratórias tomarem este tipo de medidas, que no fundo indiciam um abandono dos cuidados" de "uma forma que não compreendemos", denunciou o ministro, numa crítica à Ordem liderada pela bastonária Ana Rita Cavaco.

"Não é a meio do ano, agora de repente, que se encosta uma faca ao pescoço de qualquer governante, a dizer assim: a partir de amanhã, se não alterarem o nosso regime remuneratório – coisa que não é possível há 10 anos – nós deixamos de fazer determinado tipo de actividade", criticou. "Os portugueses não compreenderão isto, os cidadãos não compreenderão, e estou certo que os enfermeiros não estão alinhados com este tipo de comportamento", acrescentou.

O ministro procurou passar uma mensagem optimista. "Nós temos a certeza que conhecemos bem os enfermeiros portugueses" e que "o elevado sentido ético e de consciência profissional que têm demonstrado" farão com que nada aconteça.

O ministro garantiu que existe "claramente um compromisso do Governo com os enfermeiros de que esta diferenciação, de capacitação e formação profissional, deve ser revista em tempo e modo adequado". E esse momento é "naturalmente o de apreciação orçamental".

Ministro quer contratar "todos os médicos que estiverem disponíveis"

Esta manhã, em entrevista à Lusa, o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Miguel Guimarães, estimou que faltem "quatro ou cinco mil médicos especialistas dentro do SNS". Actualmente, 45 mil médicos estão registados na Ordem e 27.900 trabalham no Serviço Nacional de Saúde – e cerca d 18 mil são médicos especialistas. (e são todos especialistas; "fartar vilanagem", dizemos nós).
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NB: Quando o prof. perguntava ao aluno; que espécies de aves conheces?
Resposta do aluno: pássaros, passarinhos, passarões, aves de arribação e cucos.
Diz o prof. : e uma chumbada para matar essa passarada toda?
Responde o aluno: falta-lhe o olho vesgo para fazer pontaria.
Também este Ministro fanfarrão e ignorante, mostra desconhecer que para haver processo disciplinar, tem de haver infração;
para haver infração tem de haver função;
para haver função de especialista tem de haver um contrato e uma categoria.
Se quer especialistas, de borla, forma-os com dinheiro do Estado, como faz com os Colegas Médicos.
Estes especialistas formaram-se à sua custa e não têm nenhum dever de fazer nenhuma tarefa especializada, (de j a p), na carreira de Enfermagem.
Está mesmo a precisar dumas liçoezinhas de ética, para a usar corretamente, pois ninguém comete infrações deontológicas sobre deveres que não tem.
Para trabalho diferente, salário diferente, não é!

p' la FENSE,
José Azevedo e Fernando Correia

quinta-feira, 29 de junho de 2017

UMA HORA DEPOIS DA ÚLTIMA


PGR e a consulta do MS <prima>

A RTP3, em rodapé, faz passar, andando, a última hora, que diz:
«governo está a pedir à Procuradoria Geral da República (PGR)  parecer urgente, sobre as greve dos Enfermeiros Especialistas.»
Esta é uma forma muito própria dos governantes, que temos, fazerem pressão sobre os grevistas, que, no presente caso, não são grevistas, porque a "dita greve" é à não especialista e não à especialista, porque essa está a trabalhar normalmente, eventualmente, em greve de zelo.
O que está em causa é os Enfermeiros especializados a expensas próprias, não serem reconhecidos e pagos como especialistas, embora o governo pretenda usá-los, como especialistas, sem lhes atribuir a categoria de especialista.
Outra coisa é haver especialistas do tempo, em que se respeitavam os Enfermerios. Esses, se for de sua livre vontade, podem aderir à greve de zelo, como especialistas, que são, a qual os Sindicatos Se e SIPE (FENSE), decretaram, em 10 de Maio último.
Se há gente que saiba de leis, com tantos milhões que o governo gasta com os apoiantes advogados, segundo consta, não precisaria de ameaçar com uma consulta desnecessária à PGR, duma coisa, que é uma mentira bacoca e sem graça.
Para os Enfermeiros, que não são especialistas deixarem de ser o que não são e nunca foram, não precisam de fazer greve, por isso e para isso.
O governo, além de não lhes pagar, nem lhes respeitar a dignidade de trabalharem de graça para os hospitais e centros de saúde, cria uma greve acerca duma função, que não existe, para aquelas pessoas, que decidem não dar mais borlas.
Só a reabertura de negociações sérias com a FENSE resolve os problemas dos não especialistas que estão ilegais a fazer de especialistas e de todos os outros que são vítimas da medicocracia, primeiro; da negligência e roubo de direitos, depois.
O mais espentoso é que somente os Enfermeiros estão expostos a esta bandalheira.
Colegas, não se deixem intimidar: antes de se assustarem com as ameaças, ainda que veladas e toscas, como esta, consultem-nos e sindicalizem-se para terem cobertura legal, contra estas manobras destes governantes, que os não dignificam.
Como diz a cantiga; «queremos chorar, mas já não temos lágrimas», porque estas vilanias, esgotaram-nas!

p'la FENSE 

José Azevedo e Fernando Correia

É PRECISO TER LATA!...


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Ministério avisa enfermeiros que paragem de blocos de parto é "ilegal"

Tutela pede parecer urgente à PGR. Movimento de especialistas diz que vai parar vários blocos de parto a partir de segunda-feira. Ministério contra-ataca notando que podem vir a ser responsabilizados









NUNO FERREIRA SANTOs
Foto
NUNO FERREIRA SANTOS

Depois de um grupo de enfermeiros ter ameaçado parar 28 blocos de partos de hospitais públicos a partir de segunda-feira, o Ministério da Saúde decidiu contra-atacar com uma posição de força. Considerando que a recusa de desempenho das funções especializadas “é ilegítima e ilegal”, o Ministério da Saúde avisa que já pediu um parecer urgente ao Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República sobre “a responsabilidade” dos “intervenientes neste processo”.




Um auto-intitulado movimento de enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica, com o apoio da bastonária da Ordem dos Enfermeiros, avisou de novo esta semana (já o tinha feito no início do mês) que vai deixar de assegurar o funcionamento de blocos de partos e o internamento de grávidas de alto risco, entre outras funções, a partir de 3 de Julho, segunda-feira, por tempo indeterminado.


Agora, a poucos dias do início desta invulgar forma de luta (quando há uma greve, é preciso fazer um pré-aviso e marcar serviços mínimos), o Ministério da Saúde responde numa nota divulgada esta quinta-feira, sublinhando que não pode "ficar refém de atitudes e posições irregulares e desadequadas". As funções dos enfermeiros especialistas integram “o conteúdo funcional da categoria" destes profissionais, como está estabelecido no "regime jurídico aplicável", e isto foi negociado com as associações sindicais representativas, alega ainda o ministério.
Segundo o porta-voz do movimento de enfermeiros, Bruno Reis, a partir de segunda-feira os especialistas vão estar disponíveis para trabalhar apenas como generalistas, o que implicará “o encerramento de blocos de parto”, dado que só profissionais com competências em saúde materna “podem estar” nestes locais. Os especialistas reivindicam uma remuneração mais elevada por terem mais competências e dizem ser apoiados por dois dos três sindicatos que existem em Portugal (Sindicato dos Enfermeiros e Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem).
Apesar de reconhecer “o valor acrescido das intervenções especializadas em enfermagem, o Ministério da Saúde lembra que assumiu já em Março o “compromisso” de desenvolver um “processo negocial” para concretizar a “diferenciação económica correspondente à complexidade do desempenho de funções especializadas e responsabilidade acrescida”. E frisa que este processo está a ser desenvolvido com as estruturas sindicais, como prevê a Constituição.
Confrontado com a eventualidade de os enfermeiros especialistas deixarem de assegurar as suas funções nos blocos de parto, o bastonário da Ordem dos Médicos já manifestou dúvidas sobre a legalidade desta paralisação, argumentando que esta actividade é realizada em contexto de serviço de urgência, e, por isso, não pode deixar de ser prestada.






“Isto pode afectar o funcionamento dos hospitais. Eu não consigo entender, como cidadão, como é que é possível os enfermeiros especialistas na área da obstetrícia pararem num contexto que é o contexto de serviço de urgência”, afirmou quarta-feira à Lusa Miguel Guimarães, que lembrou que as urgências continuam a funcionar mesmo quando é convocada uma greve, porque estão incluídas nos nos serviços mínimos que têm que ser assegurados.
Além dos 28 blocos de partos de hospitais públicos, os enfermeiros em luta dizem estar dispostos a deixar de exercer as suas funções especializadas em nove agrupamentos de centros de saúde.

MINISTÉRIO DA SAÚDE COMEÇA A DAR CONTA QUE OS ENFERMEIROS SÃO PESSOAS E NÃO COISAS<prima>

INTEGRAÇÃO DOS PRECÁRIOS


INTEGRAÇÃO DOS PRECÁRIOS <prima>


NB: Este é um doc de trabalho, esboço do que virá a ser a lei da integração de contratados precários .
Foi ontem dia 28 de Junho que se deu mais uma reunião no Ministério das Finanças na qual participamos.

José Azevedo

RADICALIZAÇÃO DA GREVE


RADICALIZAÇÃO  DA GREVE<prima>


AS VIGÍLIAS CONTRA AS INJUSTIÇAS DO MS



vídeo - AS VIGÍLIAS<prima>

quarta-feira, 28 de junho de 2017

EXTRATOS DE UM LONGO E VOLUMOSO PROCESSO



EXTRATOS DE UM LONGO E VOLUMOSO PROCESSO <prima>

NBreve:

Quando nos marcaram a reunião para 21 de março (já lá vão 50 dias) e, à outra estrutura sindical, para 22;
Quando nos recebeu o Sr. Secretário de Estado Manuel Delgado, com cortesia;
Quando com a outra estrutura sindical, o Sr. Ministro foi lá dizer, entre dentes, que contava com eles para fazer umas manobras de diversão e até, arengaram uma acta com 3 ou 4 infinitivos adalbérticos, percebemos, sem lugar para dúvidas, que era chegada a hora de agir e devolver a bola aos Enfermeiros, para poderem dizer, através da sua adesão à greve, o que pensam e querem da sua Profissão, visto que o Ministro acabava de demonstrar, que estava nada interessado em resolver as questões de fundo, com que se debatem os Enfermeiros. A sua certeza era tal, que por não conseguir ver um palmo acima do horizonte, nem deu conta que estávamos a contar quantas vezes falou na greve dos seus Colegas Médicos e as zero vezes que falou, na dos Enfermeiros, marcada para o mesmo dia; CERTEZA É CERTEZA GARANTIDA.
Convém lembrar e ler neste blog as suas declarações acerca da assistência privada (pois não foi casual a sua eleição para a HPP), que lhe deram acesso ao cargo de Ministro;
Convém recordar que os Enfermeiros, em grande número, estão a ir buscar a metade do vencimento que deviam ter no Administração Pública.
Convém alertar que a Privada precisa desses Enfermeiros altamente qualificados e eficazes, a custo zero, como fazem com os grandes jogadores de bola, que caíram em desgraça, com os treinadores dos clubes.
Quando estas manobras se tornaram suficientemente claras, exigimos que houvesse uma só mesa negocial, e quem não aderisse à ideia, ficava como suplente OBSERVADOR e não como tábua de salvação duma estratégia altamente lesiva da Enfermagem. Foi esta a manobra do Ministro.
No dia 6 de Abril reunimos (FENSE e CNESE) e ficou decido o possível: apoiarmo-nos mutuamente.

Portanto está aberta a porta a todos os Enfermeiros de corpo inteiro, ou dos pés à cabeça, como preferirem, para aderirem à greve, que começa docemente e pode ir, até às últimas possibilidades, que saciem a nossa sede de justiça e igualdade de tratamento de acordo com o mérito do nosso trabalho.

NOTA IMPORTANTEE - Estão congeladas as palavras: MEDO, COVARDIA, OPORTUNISMO, ESTUPIDEZ.

Com amizade e olhos abertos,
José Azevedo

VÍDEO - RADICALIZAÇÃO DA GREVE DE ZELO




RADICALIZAÇÃO DA GREVE DE ZELO <prima>


GREVE DE ZELO -VÍDEO



GREVE DE ZELO - VÍDEO <prima>

terça-feira, 27 de junho de 2017

CSP E OS RENOVADORES DOS DITOS



CSP E OS SEUS RENOVADORES<prima>

SEIS MIL ESPECIALISTAS INTERROMPEM A LINHA DA EXPLORAÇÃO DESCARADA


SEIS MIL INTERROMPEM A LINHA DA EXPLORAÇÃO<prima>

CRÍTICAS AO MS <prima>

ESTE INVESTIGADOR É COMO OS JURISTAS DO HSJ DÁ OS PARECERES DE ACORDO COM OS GOSTOS



RESULTADOS DE INVESTIGAÇÃO A PRECEITO 

No passado dia 20 foram apresentados, na sede da Ordem dos Médicos, os dados preliminares do “Estudo dos Custos e Consequências das Unidades de Saúde Familiar (USF) na perspetiva da reforma dos cuidados de saúde primários (CSP) do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, um estudo adjudicado pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) à Escola Nacional de Saúde Pública.
O estudo demonstra ainda que as USF de modelo B melhoram gradualmente a sua despesa com medicamentos faturados por paciente do SNS (baseado no PVP), na medida em que ao longo dos anos se verifica uma redução da mesma, bem como na prescrição de meios complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDT). Em comparação com as Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP), foi apurada uma poupança potencial com medicação em cerca de 105 milhões euros e de 16 milhões com MCDT.
A investigação analisou dados produzidos entre 2013 e 2015, em relação ao impacto nas urgências hospitalares, bem como de 2010 a 2015 de todos os indicadores contratualizados a nível nacional: controlo hipertensão e diabetes, rastreio do cancro (mama, colo do útero, cólon), vigilância de recém-nascidos, despesas com medicamentos e MCDT, entre outros (12 indicadores no total).
Além disso, este estudo veio pela primeira vez provar que o modelo USF reduz as idas ao serviço de urgência hospitalar em 6%. Se houvesse um alargamento do modelo USF a toda a população, existiriam menos 360 mil episódios de urgência em Portugal, o que se traduzia em cerca de 30 milhões de euros de poupança no Orçamento de Estado.
Perante mais estes resultados, é mandatário que o atual Ministério da Saúde reveja a sua posição e proponha ao Governo acabar em 2018 com as quotas para as USF de modelo B, criando-se assim condições para se evoluir para a cobertura nacional em USF”, referiu em comunicado oficial a Direção da Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar (USF-AN)

NB: Com que então os gastos com meios complementares da doença chamada diagnóstico e as prescrições terapênticas variam em função dos ganhos médicos ao fim do mês!
Quer dizer que um Médico da USF/B recebe de incentivos fixos, se tiver 1500 fixas de utente, 4370€€/mês+ os adicionais pela recente legislação...+o vencimento base.
Em termos científicos daquela "ciência", os outros Profissionais das UCFP têm de recorrer às  comissões que os Médicos destas UCSP têm de conseguir, através de excessos de pedidos de exames complementares e de terapêuticas desnecessárias. 
1 - Como se conclui: quem é que garante, por exemplo; que a mudança de UCSP para USF/B suprime o método dos excessos em meios complementares da "doença diagnóstico" e respetiva terapêutica infinitiva?!
2 - Se estes vícios estão diretamente relacionados com os vencimentos ao fim do mês

1 - Como se conclui: quem é que garante, por exemplo; que a mudança de UCSP para USF/B suprime o método dos excessos, em meios complementares da "doença diagnóstico" e respetiva terapêutica infinitiva?!
2 - Se estes vícios estão diretamente relacionados com os vencimentos ao fim do mês, aos quais são inversamente proporcionais (quanto menos vencimento+meios complementares, neste caso, e + terapêutica, pelos vistos, 
desnecessária, porque o seu fim é aumentar rendimentos médicos e não ganhos, em saúde dos Utentes.

3 - Estas deduções, altamente científicas, atiram às urtigas a minha já tão debilitada e gasta inocência, aumentando a minha fé, no Além, pois até Cristo dizia: «a tua fé te curou!»; «Vai lá e não voltes a pecar, sê moderado!»
Com estes contribuintes, para a ciência, não admira que o Ministro, que temos, na Saúde, tenha falta de tempo para atender os Enfermeiros!
Compreendem, agora, a partir destas "conclusões científicas", para Ministro meditar, por que dizemos que, nos CSP, só há lugar para um licenciado e esse; é o Enfermeiro, obviamente.

E o óbvio não tem discussão.

Com amizade,

José Azevedo

domingo, 25 de junho de 2017

ESPERÁVAMOS UMA RECOMPENSA DAS EPEs



COMO SE FAZ UM ESPECIALISTA ENFERMEIRO

1 - Tem de se matricular numa escola e pagar elevadas propinas do seu bolso.

2 - Tem de frequentar os estágios pesados, em horários fora do seu horário de trabalho e fora do seu serviço habitual, tantas vezes a dezenas de kilómetros do seu local de trabalho, onde apenas lhes dão o dia do exame e a véspera, tantas vezes tentando reduzi-lo a um só dia.

3 - Quem encaixou as especialidades nas escolas há-de ir para o inferno direitinha, pois para fazer favor às escolas, opôs-se  a que se cumprissem as nossas exigências, que era fazer as especializações em serviço, onde inclusivamente, estão os monitores das escolas. Um internato para Enfermeiros como há para os Médicos. Até podia ser igualzinho.

4 - Simplesmente, os que se opuseram a isso, da especialização em serviço, como os Médicos, são os mesmos, que não aceitam as especialidades, na carreira, nem a carreira. Mas pior do que esse lixo é o lixo das EPEs,  que as explora sem lhes ter facilitado a obtenção da especialização e não lhes dando um cêntimo por isso. 
Classificam o especialista como um "criminoso" que, contra tudo e contra todos teima em ser especialista. Como a especialidade não é reconhecida pelo lixo profissional (conhecem melhor classificativo, usem-no; porém, na nossa agência de classificação, estão ao nível do lixo, como as contas do país), que influi nos consumidores, com objetivos perversos, que os exploram gratuitamente. Reparem; há casos, em que, até, pagam, para não perderem o treino.
A outra que fez de má ministra disse, infelizmente; se eles trabalham de graça, por que hei-de estar a gastar dinheiro com eles?!
Só que este paradigma está a chegar ao fim e os abusos tão descarados, tão cheios de lixo, têm de acabar, pois os Enfermeiros não merecem isto; merecem mais e melhor, até melhores dirigentes.Temos de ser capazes de por fim a estes abusos e injustiças e discriminações, num governo, que se diz social e, num País, que se diz, de Direito!

COMO O ERÁRIO PÚBLICO PAGA AS ESPECIALIZAÇÕES DO MÉDICO

1 - O Interno Médico começa o internato, numa especialidade.
2 - Tem colocação garantida, muitas delas nas 3 grandes ou maiores cidades.
3 - Não paga propinas, porque não tem escola; são os formadores Médicos, mais experientes, que lhes ensinam a prática recheada da teoria suficiente.
4 - Acabada a formação fazem um exame com um júri da Ordem dos Médicos e do Internato.
E têm colocação assegurada, porque têm uma carreira, onde estão previstas as densidades das especialidade, que são de 100%. Uns com tudo outros com nada; eis a noção de equidade  do nosso governo.
Quem não tem conhecimento dos problemas com as vagas de especialidades para os Médicos?

Para terminar, este ponto:
Já há Enfermeiros a substituir os Enfermeiros especializados, na sala de partos, por especialistas desativados, há anos, mas que são do quadro e cansados; tudo em nome da justiça que devem aos arredados e da segurança, que esperamos a Ordem examine e discipline.
Não lembraria ao diabo que uma parteira, colocada na consulta de otorrino, por causas que não vêm ao caso, seja colocada, agora, na sala de partos, para substituir uma parteira treinada, não remunerada e, quando reclama um pagamento justo, recebe do lixo que temos, a retirada para serviço de medicina.
Imaginem quantos erros se cometem para fugir à justiça:
Uma parteira destreinada, vai substituir a treinada e a parturiente que se lixe, dita o lixo;
Vai tratar velhos, que já estão a acamar nas cirurgias, como hospedeiros, para as cirurgias, se atrasarem e sobrarem para os hospitais privados, operados pelo pessoal cirúrgico dos hospitais públicos envelhecidos, propositadamente.
Há coisas destas que são um exclusivo português.

p'la FENSE

José Azevedo e Fernando Correia

sábado, 24 de junho de 2017

O ÓBVIO VAI-SE MOSTRANDO




«Ó SEP, mas será possível...?!

Há coisas que temos de ver para acreditar.
Amanhã, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), reunirá com o Ministro da Saúde no sentido de resolver o  diferendo com os Enfermeiros especialistas (que vão suspender os cuidados especializados se não forem remunerados para o efeito).

Para tal, o SEP vai propor um suplemento de ...100 euros(!!!!), como forma de reconhecer o exercício dos especialistas (os que a instituição considera que estão em exercício, o que deixa margem para "simpatias" e subjectividades...).

É este o valor da profissão!? É este o valor dos cuidados altamente diferenciados?!
O Ministro da saúde tem visto no SEP a possibilidade de isolar a Ordem e o Sindicato dos Enfermeiros (mais reivindicativos para a profissão), ao negociar apenas com uma frouxa força sindical (notoriamente sem ideias, sem estratégia e com uma mentalidade operária)!

Recordo que o acréscimo de 5 horas semanais rendeu aos Médicos... 1000 euros mensais!
Prestar cuidados especializados de Enfermagem, 35 horas por semana, vale apenas 100 euros?!?
»

Aos combatentes da FENSE este comportamento sindical-ministerial não os surpreende.
Foi por o preverem, de acordo com o carácter dos intervenientes (SEP-Ministro), que a FENSE decretou uma greve de zelo por tempo indeterminado.
Não esperem todos os interessados apanhar-nos nas banalidades utilitárias; como é um conflito político, é fazer política,com a situação.
Temos que evidenciar quem são os amigos e os inimigos dos Enfermeiros, mas tão-só, para os avisarmos, para não serem comidos, mais uma vez, por lobos vestidos de cordeiro; quem as tem feito, tem de as pagar, ainda que disfarçado de cordeiro.
Se isto é fazer política!
Não é!
Trata-se, apenas de fazer justiça, a quem nos tem valorizado e a quem nos tem comido.
E isto é demasiado evidente e coincidente!
Não tentem comparar a nossa luta, com outras, porque, sem falsa modéstia, a greve de zelo, está estudada, ao pormenor, e vai render os resultados, que esperamos. Se a entendessem não seria feita por nós.
Dada a enorme quantidade dos exploradores do trabalho profissional dos Enfermeiros, que nos levou anos a dignificar, é natural que as manobras dissuasoras sejam várias. Mas estão por nós previstas. A surpresa seria não as haver.
O desprezo a que o Ministro da Saúde tem votado as múltiplas solicitações da FENSE, essa é que é uma OPÇÃO POLÍTICA MINISTERIAL.
As nossas posições são só sindicais, em torno de objetivos que o Ministro da Saúde deve conhecer, se é que já leu os compromissos, que herdou e que interrompeu, em Agosto passado.
Quanto ao comportamento dos nossos Colegas do SEP, não o comentamos, porque é um contínuo de desvalorização profissional, largamente documentado, através dos anos, em que tiveram o exclusivo do comando da Profissão. E não tem margem de manobra para ser de outra forma. As limitações que têm e as obrigações que lhe exigem, levam a estes abusos de Colegas, que respeitamos e lamentamos.
De tão entretidos, que andam, com essa prática, nem o Ministro, nem muitos distraídos, se deram conta que as coisas mudaram.
E nunca mais as condições que nos trouxeram a este ponto de penúria, se voltam a reunir. A dinâmica é visível, no sentido e operacionalidade: o faz-de-conta morreu.
Colegas, adiram à greve e deixem os resto connosco, porque a vossa adesão há-de servir para atingirmos os objetivos preconizados.
"O que ri no fim; é o que ri melhor!"

P'la FENSE
José Azevedo e Fernando Correia

ORDEM DOS ENFERMEIROS NOTICIA



06-06-2017 
Especialistas de Norte a Sul do País notificam Ordem de boicote 
 
O bloqueio aos cuidados especializados pode encerrar vários serviços do SNS
A Ordem dos Enfermeiros (OE) já recebeu notificações de mais de uma dezena de serviços de todo o País a informarem que os enfermeiros especialistas vão deixar de exercer as suas competências de especialidade, a partir de 3 de Julho, caso não sejam revistos os seus contratos individuais de trabalho e respectiva remuneração.
“Esta tomada de posição já é um movimento de âmbito nacional, que atinge diferentes especialidades e que conta com o apoio total da Ordem, que é a única entidade que atribui o título de especialista. Mas infelizmente, apesar da ameaça latente de bloqueio de serviços do SNS, até agora não tivemos qualquer tomada de posição do senhor Primeiro-ministro já que este assunto não está na mão do Ministro da Saúde. Esta situação não pode continuar a ser ignorada pelo Governo, sob pena de dentro de algumas semanas fecharem serviços nos hospitais de Norte a Sul do País”, alerta a Bastonária Ana Rita Cavaco.
A OE teve conhecimento, por escrito, das manifestações enviadas aos presidentes dos conselhos de administração e ao ministro da Saúde por enfermeiros especialistas em Saúde Infantil e Pediátrica, Reabilitação, Médico-Cirúrgica e Materno Obstétrica de todo o País:

- ACeS Alto Ave,
- ACeS do Cávado III/Barcelos/Esposende,

- ACeS Espinho/Gaia,     
- CH Baixo Vouga,

- CH de Setúbal,

- CH do Oeste,

- CH Lisboa Central,

- CH Lisboa Norte,

- CH Lisboa Ocidental,

- CH Médio Tejo,
- Hospital do Espírito Santo (Évora),

- Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra),
- Hospital Sra. da Oliveira (Guimarães),

- ULS Baixo Alentejo,

- ULS Castelo Branco,
- ULS Guarda,
- ULS Norte Alentejano,- ULSAM - Unidade Local de Saúde do Alto Minho.
Ana Rita Cavaco lembra ainda que “ainda está por cumprir o compromisso assumido pessoalmente pelo Ministro da Saúde para a criação de um regime de excepção para a Saúde deixar de depender das Finanças as autorizações de contratações e substituições de enfermeiros do SNS, o que continua a provocar o encerramento de camas por todo o País.





REGULAMENTO DISCIPLINAR <PRIMA AQUI>

ACONTECEU MAS NÃO DEVIA


ACONTECEU MAS NÃO DEVIA<prima>

sexta-feira, 23 de junho de 2017

O SEP E OS BOATOS E OS ATOS


SEP BOATOS E ATOS<prima>

NB: Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele.
Por que não se associa o SEP à luta da FENSE?
Também é um boato ou ato?
Onde está a diferença de lutas: é boato ou ato?~
Até parece verdade!

p'la FENSE,

José Azevedo e Fernando Correia

INFRAÇÃO DISCIPLINAR



NOTEM BEM E DEPRESSA:

Quando uma das chefias que temos, vos ameaça com um processo disciplinar está a demonstrar a natureza asnática da sua estrutura mental de, onde emanam estas ameaças.
E como é o modelo que vai fazendo escola, pois não tendo outros predicados que as recomendem e sirvam de modelo aos subordinados, ameaçam, metem medo, com toda a pusilanimidade que as enforma.
Falo assim, porque chefiei durante 11 anos o Serviço do Urgências do HSJoão com cerca de 60 funcionários, entre Enfermeiros, Maqueiros e AOs e nunca precisei de ameaçar, nem usar processo disciplinar. Não é um Serviço Fácil, nem pouco problemático.
Há uma diferença; nesse havia uns cursos complementares com ciências aplicadas à administração de pessoas (ainda não tinha sido inventada a palavra gestão).
Hoje, há um vazio que fragiliza, por falta de informação e formação as pessoas que são indicadas para chefiar pessoas, muitas das quais a única escola que tiveram foi a da escova e polarine.
Mas se os chefiados souberem o que é uma infração disciplinar, a qual e só ela é que dá como resultado um processo de inquérito, que pode ir ou não, até ao castigo.
O método sopeiral que estas chefias a que nos referimos, está a usar, acaba onde começa.
E os subordinados só são obrigados a obedecer a ordens legais por quem as saiba usar.
Uma das formas de forçarem as chefias a respeitar-vos e tornarem-se rebeldes e usarem como profissionais conscientes e informados a estratégia do insigne Tino de Rans: «Se o meu chefe der uma ordem e eu não a cumprir o meu chefe não manda rigorosamente nada», e aprende os limites que tem e a ser respeitador dos seus subordinados, digo eu.
"INFORMAÇÃO É PODER", diz o Bordad'água.
É por essa razão que levam a informação legal do que é INFRAÇÃO E SÓ ela pode dar castigo.
Por exemplo: 
1 -UM ENFERMEIRO QUE NÃO CONDUZA VIATURAS DE SERVIÇO NÃO PODE SER PROCESSADO DISCIPLINARMENTE, PORQUE A CONDUÇÃO DE VIATURAS NÃO É FUNÇÃO SUA.
2 - UM ENFERMEIRO DE CIRURGIA OU DO RECOBRO GERAL NÃO PODE SER PROCESSADO POR NÃO ASSISTIR DOENTES DE SIGIC, PORQUE ESSA PRODUÇÃO CIRÚRGICA É FEITA POR EQUIPAS CONTRATADAS PARA O EFEITO.
3 - UM ENFERMEIRO QUE ADERIU À GREVE DE ZELO, NÃO PODE SER PROCESSADO SE ESTIVER A PROCEDER SEGUNDO AS NORMAS DITADAS PELO SINDICATO QUE DECRETA A GREVE. TEORICAMENTE SÓ O SINDICATO TEM PODERES PARA DECRETAR INFRAÇÕES MAS ÀS NORMAS QUE DITOU PARA A GREVE.
4 - OS ENFERMEIROS ESPECIALIZADOS QUE INTERROMPAM AS TAREFAS ESPECIALIZADAS, NÃO PODEM SOFRER A AÇÃO DISCIPLINAR, PORQUE A SUA FUNÇÃO É GENERALISTA LEGALMENTE E NÃO ESPECIALISTA.
FINALMENTE, QUALQUER DECRETO DA GREVE, DE ZELO OU OUTRA, SUSPENDE, PARA TODOS OS EFEITOS LEGAIS, TODOS OS REGULAMENTOS.
COLEGAS, RESISTAM À PARVALHEIRA DOS PARVALHÕES, QUE SENDO ASNÁTICOS, SÓ PRODUZEM ASNEIRA INÚTIL E DESPREZÍVEL.
POR EXEMPLO, AINDA HOJE AO PASSAR NA ESTOMATOLOGIA DO HSJ, PARA CONTACTAR UMA COLEGA, OUVI O CONCEIÇÃO SUPERVISOR, COM O PEITO CHEIO DE AR A DIZER À CHEFE INCLEMENTINA; «FAÇA AS ALTERAÇÕES QUE ESTOU A DIZER PORQUE QUEM MANDA SOU EU».
Nunca teve quem lhe mandasse ver o conteúdo funcional do Supervisor para verificar que em nenhuma parte se diz que constitui hierarquia sobre a chefe para lhe dar ordens naqueles termos. Este é um exemplo de poder besta, logo não legítimo.
De tão entretenidos que andam a lamber as botas aos informados, logo poderosos, por isso mesmo; informados, nem se dão conta de que as coisas estão a mudar, sobretudo para esses lados.
Os Enfermeiros licenciados têm como direito mínimo: serem chefiados por pessoas informadas e não
por excelsos I.U.

Com amizade e muita paciência,
José Azevedo

Lei n.º 35/2014
Diário da República n.º 117/2014, Série I de 2014-06-20


Artigo 183.º

Infração disciplinar

[INFRAÇÃO DISCIPLINA É:
[Considera -se infração disciplinar o comportamento do trabalhador, por ação ou omissão, ainda que meramente culposo, que viole deveres gerais ou especiais inerentes à função que exerce.]

Só neste contexto da função, que é própria de cada um, é que há lugar a falta passível de castigo, mas por uma ação malígna ou por omissão duma ação benigna nas circunstâncias funcionais, e só nessas, é que se pode falar de infração-processo-arquivamento ou castigo.
Quem for para além ou ficar aquem disto; é uma besta, mesmo sem se dar conta disso, justamente, porque é besta.

ORA; SE INFORMAÇÃO É PODER, SÓ OS IGNORANTES E FROUXOS É QUE NÃO SE INFORMAM.

NB: Esta é a forma mais adequada e justa que encontrei para dizer às vítimas de atitudes de ameaças besteirais, de quem as chefia, de que devem sorrir, quando vos ameaçarem de processos disciplinares. (José Azevedo)